Após se sentir enganado, João Augusto Liberato registrou B.O contra a própria mãe; Rose Miriam explica

Uma nova reportagem publicada pela Veja nesta sexta-feira (31) deu mais detalhes da batalha judicial pela herança de Gugu Liberato, travada entre sua viúva, Rose Miriam Di Matteo, e a mãe e irmãos dele. Além de descrever os dois lados da disputa, a publicação fez uma revelação sobre o desgaste da relação entre Rose Miriam e seu filho mais velho, João Augusto.

De acordo com a Veja, o menino de 18 anos pediu para que um B.O. fosse registrado contra sua mãe apenas alguns dias após o sepultamento de Gugu. No boletim de ocorrência, João afirmou que, no mesmo dia do enterro, à noite, Rose e o irmão dela, Gianfrancesco di Matteo, mentiram a ele dizendo que o levariam à casa de um amigo.

No entanto, o rapaz foi carregado pela mãe e pelo tio para a residência do advogado Nelson Wilians, que está ajudando Miriam a ter sua união estável com Gugu reconhecida na Justiça e, com isso, conseguir parte de sua herança. Ao tomar conhecimento do que seria discutido na reunião, o jovem ficou inconformado com a atitude e foi embora dali.

Desde então, a relação entre os dois ficou ainda pior e João, inclusive, entrou com uma notificação para que o tio saia da residência deles na qual está hospedado em Orlando, nos Estados Unidos. “Meu irmão veio aos Estados Unidos a meu pedido, para me dar força”, explicou a médica.

Ela ainda atribuiu o comportamento do filho a uma suposta manipulação da irmã de Gugu, Aparecida Liberato. “O João está sob efeito de alienação parental, a Aparecida liga todo dia fazendo um terror na cabeça dele e diz que quero tirar dinheiro dos meus filhos. É um transtorno. Fiz um testamento e uma declaração em cartório assegurando que tudo o que é meu irá para os meus filhos”, acusou a viúva.

A reportagem da Veja avaliou a herança do apresentador em cerca de R$ 1 bilhão. De acordo com o testamento dele, escrito em 2011, 75% do valor é destinado aos filhos, e 25% aos sobrinhos. Maria do Céu tem direito a uma pensão mensal vitalícia de, atualmente, R$ 163 mil. A surpresa, entretanto, ficou justamente pela ausência de Rose Miriam no documento.

“Gugu fez esse documento em 2011, quando tivemos um problema comum a todo casal. Tive depressão e TOC naquele ano, fiquei internada. Se assinei algum papel no hospital, não dispunha de condições físicas. Depois disso, eu e Gugu voltamos a ficar bem”, justificou a médica.

Além de ter ignorado Rose no testamento, Gugu registrou Aparecida Liberato, sua irmã, como a responsável pelo espólio e curadora de seus filhos menores de idade. Ou seja, de acordo com a vontade do astro, Rose não teria autonomia sequer para cuidar das próprias filhas.

“Isso é um absurdo. Não sou retardada mental, cuido das minhas filhas. Como aceitar um testamento desses? Hoje não tenho acesso a nada. Eles depositam dinheiro para o João. Tive de pedir dinheiro emprestado a uma amiga para fazer compras de mercado”, desabafou a mulher.

Segundo a reportagem, João tem recebido depósitos da tia de cerca de mil dólares por semana. O espólio se responsabiliza por todos os outros gastos, como imposto da casa e empregados. De todo modo, sem receita, Rose precisaria pedir dinheiro ao próprio filho para suas despesas do dia a dia.

Na semana passada, ela obteve vitória em uma ação de alimentos de R$ 100 mil por mês, mas o valor ainda não começou a ser depositado. Rose Miriam continua na Justiça com o objetivo de anular o testamento e ficar com 62,5% de toda a fortuna.

Por outro lado, para a família de Gugu, Rose não teria esse direito já que ela e o apresentador seriam apenas amigos que decidiram ter filhos. João Augusto, Marina e Sofia foram concebidos em uma clínica de fertilização. “Eu e Gugu éramos um casal, e chegou uma hora em que decidimos ter filhos. Como eu tinha ovário policístico, procuramos o doutor Roger [Abdelmassih]”, argumentou a mulher.

Ela ainda disse que os próprios irmãos do Gugu estariam do seu lado, se não tivessem “interesses próprios”. “Basta procurar em revistas, na TV, em tudo: ele sempre nos tratou como ‘a minha família’. Em setembro de 2019, estivemos juntos no aniversário da mãe dele, em Portugal. Ali, aos parentes, eu era apresentada como nora e esposa. O que mudou de lá para cá? Aliás, os irmãos do Gugu poderiam ser minhas testemunhas se não tivessem interesses próprios. Éramos uma família, apenas não morávamos debaixo do mesmo teto. O conceito de união estável não define que é preciso morar juntos. A família dele não me quer como meeira. Mas tenho esse direito, não vou viver de migalhas. Vou tirar meu sustento do que me pertence”, finalizou di Matteo para a Veja.