Menino escreve carta e pede ajuda a professora: ‘Só almoço na escola’

Um adolescente de 14 anos surpreendeu uma professora da Escola Estadual Nilza Luzia de Souza Butta, localizada em Ipatinga, no Vale do Aço, na última semana. O garoto Kayck escreveu uma carta para pedir ajuda para a família, já que os pais dele estão desempregados e não têm dinheiro para manter a casa e os quatro filhos. O apelo do estudante comoveu a educadora e ela fez um relato a respeito da situação no Facebook no último sábado (11).

Na carta que entregou à professora Osilanda Pereira, de 47 anos, Kayck conta que ele, os irmãos e os pais precisam de itens básicos de alimentação e vestuário. Em outro trecho, explica que é bom aluno, mas que tem dificuldade para enxergar o quadro negro quando precisa copiar algo.

“Tia Osilanda, se a senhora puder ajudar a gente. Nós precisamos de alimentos, nós não temos café da manhã para tomar e as vezes almoçamos só na escola”, escreveu o adolescente em outro trecho da cartinha. Leia abaixo na íntegra.

Em conversa com a professora Osilanda nesta segunda-feira (13). Ela conta que o menino é bastante humilde e que é o mais velho de quatro irmãos. “Hoje eu o vi aqui na escola depois de ter postado a carta no Facebook. Ele chegou todo contente usando roupas que ganhou de doação, disse que veio agradecer. Eu nem sou professora dele, trabalho em outro turno, mas os alunos costumam me procurar sempre que precisam de algo”, explica.

“Ele me contou que ganharam muita coisa já, mas parece que ainda não tem gás de cozinha na casa dele. Eu fiquei comovida com a carta que ele escreveu e decidi pedir ajuda no Facebook. O Kayck já me disse que quando tem doce na escola ele e os irmãos ficam se almoçar por não ter o que comer em casa”, conta. “Me surpreendi com essa corrente do bem que se formou. Tem muita gente procurando pra ajudar. Isso mostra que o brasileiro é solidário. Tem pessoas que tem tão pouquinho e ainda assim querem ajudar. São pessoas amorosas, muito do bem”, diz.

Osilanda ainda explica que os pais do estudante estão procurando por trabalho, mas que nenhum dos dois tem celular. “Eles não têm celular e estão procurando por emprego. O pai foi outro dia a pé até Coronel Fabriciano [cidade distante a 14,5 km de Ipatinga] para entregar currículos. A gente se solidarizou e o telefone da escola está à disposição para quem estiver interessado em ajudar de alguma forma”, afirma.

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